A dor facial atípica (DFA) é uma condição crônica que, como o próprio nome sugere, não segue os padrões típicos de outras síndromes de dor facial, como a Neuralgia do Trigêmeo, disfunções da articulação temporomandibular e outras.
Também conhecida como dor neuropática facial persistente frequentemente apresenta um desafio significativo tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento, podendo afetar muito a qualidade de vida dos pacientes.
A DFA é caracterizada por uma dor contínua, difusa e que pode envolver qualquer área do rosto. Ao contrário da Neuralgia do Trigêmeo, que se manifesta com crises de dor intensa, em choque e desencadeada por gatilhos, a DFA é tipicamente uma dor persistente, descrita como latejante, ou queimação e que pode associar a sensação de formigamento ou dormência na face.
A dor pode ser uni ou bilateral e muitas vezes os pacientes relatam que a dor se espalha para outras regiões do rosto ao longo do tempo.
A causa exata da dor facial atípica ainda é desconhecida, o que contribui para as dificuldades em diagnosticar e tratar. Existem teorias que sugerem que a DFA pode estar relacionada a um distúrbio neuropático, em que há prejuízo da função dos nervos que suprem a face.
Outra hipótese é que a DFA possa ter uma origem psicogênica e de fato frequentemente os pacientes com esse diagnóstico possuem distúrbios de ansiedade, depressão e outros.
O diagnóstico da dor facial atípica é, em grande parte, de exclusão. Dessa forma, antes de se chegar ao diagnóstico de DFA, é necessário descartar outras causas de dor facial, como sinusite, dores dentárias, Neuralgia do Trigêmeo, cefaléia em salvas e disfunções temporomandibulares.
Frequentemente os pacientes com Dor Facial Atípica percorrem um longo e árduo caminho até o diagnóstico correto e tratamento efetivo.
O tratamento da dor facial atípica é desafiador e muitas vezes exige uma abordagem multidisciplinar. Medicamentos como antidepressivos tricíclicos (por exemplo, Amitriptilina) e anticonvulsivantes (como a Carbamazepina, Gabapentina) são frequentemente utilizados.
Terapias complementares, como fisioterapia, acupuntura e psicoterapia também podem ser providenciais.
Muitos pacientes podem experimentar alívio significativo após diagnóstico e tratamento adequado, enquanto que para aqueles pacientes ainda sem diagnóstico ou tratamento inadequado a dor facial atípica pode levar a impactos profundos na qualidade de vida.
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CRM 34411 RQE 26492
Graduado em Medicina pela Fundação Universidade Regional de Blumenau- SC, onde iniciou sua carreira.
Em constante crescimento e evolução, o médico se especializou em Neurocirurgia pelo Hospital Universitário Evangélico Mackenzie de Curitiba-PR, onde mais tarde também realizou Pós-Graduação em Cirurgia da Base do Crânio.
Ampliando as especialidades de atendimento, o especialista se graduou em Neuro-Oncologia pelo Hospital Sírio-Libanês em São Paulo-SP.
Atualmente é membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e da Sociedade Latino-Americana de Neuro-Oncologia.
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